Leci Brandão e Jorge Aragão se apresentam no domingo em Votorantim Imprimir
Sex, 06 de Dezembro de 2013 09:15

 

De acordo com a comissão organizadora Leci Brandão será a primeira a se apresentar no palco. Nascida em Madureira e criada em Vila Izabel, ela foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da Mangueira.

 

Foram 23 discos e várias compilações em vinte e nove anos de carreira. Durante cinco anos Leci ficou sem gravar por absoluta questão política. As gravadoras não aceitavam suas canções marcadas pelas letras sociais. Nos últimos quinze anos todos os discos de Leci contém uma faixa falando do assunto de forma direta, transparente e apaixonada. É a cantora das comunidades e sente muito orgulho por isto.

 

Jorge Aragão O sambista fará a segunda apresentação da noite. Com 20 álbuns (fora as muitas coletâneas) e mais de trinta anos de estrada é o mais recente fenômeno da indústria fonográfica no Brasil. Como compositor, o "poeta do samba" explodiu faz tempo nas vozes dos maiores intérpretes da MPB e é gravado por nove entre dez estrelas; principalmente do samba. Primeiro foi Elza Soares com um hit que atravessou décadas: "Malandro". Depois vieram Beth Carvalho, Alcione, Leci Brandão, Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Negritude Jr., Exalta Samba, Art Popular, Elba Ramalho e Jair Rodrigues, dentre muitos e muitos outros. Nas vozes de Elba e Jair, por exemplo, o compositor extrapolou fronteiras interplanetárias e teve um dos seus maiores êxitos "acordando" o robô da Nasa em Marte: a música "Coisinha do Pai" - canção que Jorge fez quando do nascimento de uma de suas filhas - em parceria com Luiz Carlos e Almir Guineto e um dos grandes hits da carreira de Beth Carvalho.

 

A carreira solo só decolou no finalzinho dos anos 90 com o ingresso na gravadora Indie Records. "Sambista a bordo", o CD de estreia na Indie, fez com que suas vendas disparassem e o artista ganhou seu primeiro disco de ouro! Os seguintes tiveram premiações em ouro, platina e platina duplo. Só de 2001 para 2002 Jorge vendeu mais de 2 milhões de discos, transformando-se num verdadeiro fenômeno mercadológico. Até porque o "poetinha" beirava os cinquenta e jamais havia passado das sessenta mil cópias por álbum.