Escolas incentivam a leitura com criatividade e participação da família Imprimir
Sex, 25 de Outubro de 2013 10:13

 

 

Dependendo da faixa etária, a própria professora pode ler para os alunos, representando os personagens, entonando a voz, produzindo sons e ruídos que fazem parte da história de forma a contribuir para a visualização do enredo, prendendo a atenção das crianças menores, ainda não alfabetizadas. Com o acesso fácil à tecnologia dos dias de hoje, estimular que as crianças procurem os livros também exige mais do que criatividade e as escolas apostam em vários recursos também com os já alfabetizados, como teatro de fantoches, livros diferenciados e contação de histórias.

 

Os livros ilustrados podem ser introduzidos de acordo com a faixa etária e à medida que a criança começa a identificar as letras, a relação com cada publicação vai ficando maior, aumentando o interesse. “Eles identificam as letras do próprio nome e as palavras que conhecem nos livros, ficam curiosos e mais interessados, por isso, facilitamos o acesso à biblioteca e incentivamos essa relação com os livros”, explicou a professora Mylaini Santos, do 1° ano, na Escola Municipal “Edith Maganini”, no Vossoroca.

 

Segundo ela, essas atividades ajudam muito quem está aprendendo ler. “Começamos com as figuras e as pequenas palavras, o título do livro, sílaba por sílaba. A leitura ajuda a aprender a ler, mas é importante em todas as fases da vida”, recomendou a professora.

 

O estímulo é maior com a família

 

Para formar leitores, além estimular a relação das crianças com os livros na própria escola, os educadores também incentivam a leitura em casa. “Sabemos que quando a família é convidada a participar, o estímulo é maior e o interesse da criança aumenta”, frisou a secretária da Educação, Isabel Cardoso. Com esta proposta, várias escolas adotam os projetos conhecidos como “Livro Viajante”. A prática é simples, com cada criança levando o livro escolhido para casa para que pelo menos um adulto participe da leitura. A experiência é relatada em um caderno especial do projeto e cada registro é lido e compartilhado com os colegas.

 

Na Escola “Sueli Gazolli Campos”, no Jardim Serrano, o livro escolhido do semestre para a turma da Segunda Etapa A, é “O aniversário do Senhor Alfabeto”. A professora Clarina dos Santos Rocha, lê para as crianças de 5 e 6 anos e utiliza um bonequinho do Senhor Alfabeto para ilustrar a história. Em atividades variadas também apresenta as letras de várias formas e sugere tarefas de identificação e combinação. “Eles avançaram muito no conhecimento das letras e também percebi o maior interesse pela leitura, muitos comentam que passaram a ler em casa com os pais”, contou Clarina.

 

Preencher o caderno também é uma atividade que auxilia no aprendizado, na interpretação do texto, na capacidade de relatar suas vivências. Richard de Oliveira Alves, de 6 anos, fez a tarefa com a irmã Sandy: “Levei o boneco para andar de bicicleta, minha irmã escreveu e eu desenhei no caderno”, contou. Já João Pedro Rocha Furquim, de 5 anos, não deixou mais ninguém pegar o boneco e gostou da leitura, que foi feita junto com o pai, Moisés.

 

Bianca Rafaela Pinheiro Manoel, de 5 anos, tem a tia Silmara como companhia para as leituras e diz que consegue imaginar a história porque o livro tem desenhos. “A experiência com a leitura é sempre uma descoberta, acontece com os adultos e também com as crianças, perceber esse prazer é o primeiro passo para buscar mais a leitura”, disse a professora. Clarina também aproveita a oportunidade para abordar com as crianças o cuidado com os livros e com o boneco. “Essas coisas também se aprende desde cedo e eles estão mais atentos”, completou